Se Essa Rua Fosse Minha

Antigamente as crianças não tinham tantos brinquedos como as de hoje e, por isso, tinham que usar mais a criatividade para criá-los: Usavam tocos de madeira, pedrinhas, legumes e palitos para fazer animais, além de brincadeiras como amarelinha, cinco Marias, bolinha de gude, cantigas de roda, passa anel, roda pião, empinar pipa, dentre várias outras.

A atual realidade das crianças que vivem na periferia das grandes cidades é de exposição constantes aos perigos, a rua deixou de ser uma extensão do domicilio dando lugar ao medo e a insegurança, o que leva os pais obrigarem seus filhos a viverem dentro de casa, reféns dos avanços da modernidade e da tecnologia que oferece brinquedos que não exigem a criatividade das crianças, pois elas já encontram tudo pronto. As crianças a ficam horas e horas presas na frente do computador, televisão e dos jogos eletrônicos, ocupados em passar fases e vencer obstáculos, sem a criança sair do lugar, ficando assim também expostas ao sedentarismo.

A proposta aqui apresentada reclama esse chamado da comunidade cuja necessidade está centrada em oferecer para suas crianças e adolescentes espaços seguros para brincadeira e lazer, redescobrindo uma nova forma de viver e conviver criação de “Polos Ludicos” (Ruas de brincar)

O conceito norteador do projeto vem a partir da experiência bem sucedida “GPS Delivery de Artes”, projeto realizado em 2012 com apoio do (FUMCAD) que tinha como proposta a entrega de artes na rua em forma de oficinas e brincadeiras.

O projeto Se Essa Rua Fosse Minha pretende retomar essa iniciativa focada no resgate de jogos e as brincadeiras infantis populares, a fim de propiciar o desenvolvimento da imaginação, o espírito de colaboração e principalmente a socialização afim de ajudar as crianças a compreender melhor o mundo.

Pois a medida que refletimos sobre a realidade das comunidades periféricas, não estamos alheios a organização territorial e as regras local, temos a arte como um veículo que transita livremente ocupa espaços e contribui para diminuir e minar as diversas ações nefasta da violência contra a criança.

O que Justifica a presença dessa iniciativa é também o alto nível de vulnerabilidade local, em face da incômoda convivência com o pior Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) dos 454 distritos do município de São Paulo, trata-se de uma região com uma população, sobretudo jovem, de 23.428 habitantes e cerca de 40% têm menos de 15 anos. Somam-se a isso os piores índices de desemprego, analfabetismo, evasão escolar e renda.

A capacidade da execução do projeto está alicerçada na experiência de14 anos de atuação no bairro, o Instituto NUA vem firmando suas ações frente as necessidades e demandas da comunidade, por meio da participação e coletividade, valorização da educação popular incentivando a arte e a cultura local.

 

Objetivos do  Projeto:

O pricipal objetivo do projeto é o resgate de crianças, adolescentes e jovens da situação de extrema vulnerabilidade e violência, de Vila Nova União, além disso, o projeto também tem como objetivo:

  • Constituir uma rede comunitária de proteção às crianças e adolescentes de prevenção ao uso de drogas.

  • Criar um circuito alternativo ao uso de drogas, através da oferta de atividades.

  • Começar a mudar os paradigmas da comunidade com relação ao perfil e motivação do uso de drogas pelas crianças, adolescentes e jovens.

 

INSTITUIÇÃO NUA - Nova União da Arte

Rua União Vila Nova, 6C - União de Vila Nova

(Centro da Criança e Adolescente - CCA Nova União)

São Paulo - SP - Cep: 08072-035

Telefone: 55 (11) 2297-3871

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